Foi um apertado lugar, ou palavras com sentidos duplos, e olhares disfarçados, ou bem claros, em uma noite meio frio, viajando para o inimaginável, um espetáculo tranquilo, ou rotina de uma vida dedicada.
Foi um olhar atento aos teus passos, um buscar razões para esta atenção, uma espera pela volta, já pensada no apertado.
Foi um misto de frases lançadas como flecha, pensadas e repensadas, já que não podem ferir as que saem da minha boca, por eu ser assim pensador.
Foi a surpresa de uma volta e o projeto tão bem realizado de estar ao teu lado, foram denovo palavras, pensadas e ditas, e foi uma mão que sem pedir permissão acessou o teu desconhecido braço.
Foi um toque, e toda a energia que ele carrega que reacendeu em mim a estranha sensação de encontro, de espera, de concretização.
Foi a continuidade do toque, foi tua testa em meu ombro, tua boca na altura do meu peito, e a minha insistência de toque.
Foi então a magia dos olhares.
Foi o teu olhar que dizia me abraça.
Foi o meu olhar que dizia um será que posso.
Foram os lábios que responderam quase sem parar aos dois corações que nunca fariam isso se não houvesse motivos claros, para uma junção que sempre será lembrada e quem sabe repetida.
Foi tudo isso que fez de mim esperançoso, triste, paciente, esperançoso, paciente e triste...
Foi você e tudo que não sei de ti, que fez surgir cada letra escrita aqui.